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Sustentabilidade e moda – Impactos do fast-fashion no meio ambiente

A sustentabilidade também está rondando o mundo da moda! A H&M, uma das maiores marcas mundiais do varejo lançou este ano uma coleção feita de tecidos de reuso, que foram recolhidos nas lojas espalhadas pelo mundo.

Vale-desconto H&M

“Obrigada por não deixar suas roupas irem para o lixo. Vale 15% de desconto em algum item da loja.”

Mas o cenário ainda é, digamos, terrível do ponto de vista socioambiental.

O descarte de roupas tem agravado muitos problemas ambientais. Isso porque grande parte das roupas produzidas vão parar nos aterros sanitários, enquanto poderiam ser reutilizadas ou até mesmo recicladas!

Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, por ano, 14 milhões de toneladas de roupas são jogadas “fora”! Uma pequena proporção destas são doadas a instituições de caridade, que conseguem vender apenas algo em torno de 20% e todo o resto termina nos aterros ou incineradores.

A Agência de Proteção Ambiental (na sigla em inglês EPA – Environmental Protection Agency) calcula que, se toda essa roupa fosse reciclada, seria o equivalente a tirar das ruas 7.3 milhões de carros levando em conta as respectivas emissões de dióxido de carbono.

Pilha de descarte de roupas

Pilha de descarte de roupas

Devido à quantidade absurda de roupas baratas produzidas (vindas do sistema de produção “fast-fashion”) e consumidas hoje em dia, até mesmo os locais que recebem doação estão saturados e não conseguem mais dar conta de triar, vender ou mesmo fazer a doação desses materiais. Segundo o presidente do Conselho de Reciclagem Têxtil Americano, 40% de todas as roupas recebidas por eles, após separação por tipo e qualidade, são vendidas a outros países. “O Japão recebe aquilo classificado como melhor e mais bonito, os países da América do Sul recebem as classificadas como mais ou menos e os países da África compram aquilo que ninguém mais quer”.

Outro problema, advindo da produção em massa, é que cada vez mais peças são confeccionadas com poliéster ou mistura de poli-algodão, coisa que traz uma outra gama de impactos ambientais por ser um material plástico (poliéster é derivado do petróleo). Um dos problemas: durante a lavagem esses materiais soltam microfibras de plástico, que chegam aos mares e oceanos e contaminam animais da base da cadeia alimentar marinha, como o plâncton.

As indústrias da fast fashion tem poucos comprometimentos ambientais e sociais. A maioria das roupas é feita em países pobres onde existem mão de obra ultra-baratas podendo ser consideradas escravas, tendo poucas ou nenhuma regulação tanto social quanto ambiental.

Atualmente, as únicas roupas ambientalmente corretas são aquelas feitas de algodão cru, pois são produzidas a partir de fibras naturais e não passam por processo químicos tóxicos, como o tingimento, que inviabilizam a sua decomposição ou reciclagem. Mesmo as roupas feitas a partir de fibras sintéticas como o nylon, por exemplo, que na teoria são recicláveis, ainda não possuem viabilidade econômica para esta aplicação.

recycle-clothes

Quais as ações que podemos fazer para minimizar estes problemas?

  • Comprar roupas de marcas comprometidas com a questão social e ambiental;
  • Roupas ecológicas de algodão cru duram por mais tempo e podem ser reutilizadas para diversos fins além de poderem também passar pelo processo de compostagem ;
  • Comprar roupas de segunda mão é uma ótima alternativa provendo uma vida útil maior àquela peça de roupa;
  • Roupas de algodão sem químicos também evitam que as fibras causem impactos nos solos e nos oceanos, uma vez que microfibras se dispersam das roupas a cada lavagem;

 

Se quiser saber mais veja a reportagem completa no site americano da revista.



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